Chloë fala sobre Teri, seu papel em “O Protetor”, à Reuters

Chloë Moretz conversou com a agência Reuters sobre seu mais novo filme “O Protetor”. Em entrevista, ela disse que seu papel como a prostituta Teri foi o mais sombrio, até agora. Leia a seguir.

A atriz adolescente Chloë Grace Moretz disse que pode ter feito seu papel mais sombrio até agora, na pele de uma criança russa prostituída no suspense “O Protetor”, embora já tenha feito alguns filmes bem pesados.

Ela estrela o filme ao lado de Denzel Washington, que interpreta McCall, um homem introspectivo que tem um passado secreto e o desejo de vingar o abuso sofrido pela menina nas mãos de gângsteres russos.

Moretz, de 17 anos, estreou em 2005 em “Horror em Amityville” e, no ano passado, atuou na refilmagem do clássico “Carrie”. Em 2014, ela teve papéis de destaque em quatro longa-metragens, incluindo “O Protetor”, que estreia nesta sexta-feira (26) nos cinemas norte-americanos.

Moretz conversou com a Reuters sobre aprender a interpretar uma prostituta infantil, o “efeito Denzel” e encarar tudo que a profissão de atriz coloca em seu caminho.

Você vem experimentando vários tipos de papéis. O quão diferente foi Teri?
Foi incrivelmente diferente. Gosto de chamá-la de Alina, que é seu verdadeiro nome, enquanto seu nome de rua é Teri, porque essa é ela de verdade. Pesquisei muito para me tornar Alina, fui a uma organização maravilhosa chamada Children of the Night (Crianças da Noite), que tem um serviço de telefone para o qual você pode ligar, e eles te pegam e levam para um abrigo. Você pode abandonar a vida nas ruas. O tanto de pesquisa que precisei fazer para virar Alina fez eu me sentir muito próxima dela, e acho que, na minha filmografia, provavelmente é o mais fundo que fui na pesquisa de uma personagem. E os momentos que tive no set de filmagem com Teri/Alina foram realmente intensos. Provavelmente é o papel mais sombrio que já fiz.

Como você se preparou para o lado russo dela?
Tive uma professora de russo. Ela me ensinou tudo. Só tive que aprender um punhado de palavras, mas é uma língua difícil. Eu usava colas nos bolsos mostrando a pronúncia certa.

Sua personagem sai no meio do filme. Você ficou com vontade de ter mais cenas?
É, com certeza eu gostaria de ter tido mais cenas com Denzel. Foram só quatro ou cinco. Os momentos que tive com ele foram incríveis, aprendi mais nesses momentos do que vinha aprendendo havia muito tempo com outros atores. Ele é uma pessoa linda para se ver atuando, para se conversar ou simplesmente estar por perto, porque ele tem uma aura. Eu realmente o admiro como pessoa.

O que a distingue de outras atrizes da sua idade?
Honestamente, não sei. Só tento fazer coisas diferentes. Quero fazer de tudo um pouco. Estou tentando ampliar meus horizontes, tanto emocionais quanto físicos. Quero superar limites e tentar coisas novas, que nunca experimentei. É isso que me faz diferente: não tenho medo de um desafio nem de entrar de cabeça em algo que nunca fiz antes. No começo do ano fiz minha primeira peça de teatro. Nunca tinha pisado em um palco, nem na escola. Acho que estou tentando agarrar alguma coisa, agarrar um novo momento na vida e meio que ir com tudo. Porque é isso que esta profissão me permite fazer. Por que não aproveitar?

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